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“A vida te compensará, infinitamente, cada gesto de amor que fixares nas almas dos teus semelhantes, auxiliando-os de alguma sorte.” 
Emmanuel

Estudo Espírita

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A TRAJETÓRIA DO ESPÍRITO

Somos viajores das eras. Atravessamos os tempos na caminhada evolutiva em busca de nós mesmos. Longa é a jornada do Espírito imortal, que só muito lentamente constrói a si mesmo, no ingente e belo processo de amadurecimento. O ser humano traz em seu íntimo o desejo incessante do melhor que o propele a prosseguir sempre, ainda que, momentaneamente, se mantenha estagnado em alguns períodos dessa viagem, que sempre é retomada mais adiante. Criados simples e ignorantes todos os seres humanos iniciam seus primeiros passos através de experiências que se vão somando no ir-e-vir das reencarnações, a fim de que descubra, gradativamente, os infinitos recursos que compõem a sua individualidade. Esses atributos equipam o Espírito de condições para enfrentar as dificuldades naturais do processo evolutivo.
O Livro dos Espíritos, questão 76, ensina que “os Espíritos são os seres inteligentes da criação.” Portanto, a inteligência é o atributo essencial do Espírito, juntamente com a consciência de si mesmo e o livre arbítrio. Outros atributos somam-se a estes, a capacidade de distinguir o bem do mal, o senso moral, o pensamento, a vontade, a consciência de que existem e de que constituem uma individualidade. Como corolário de tudo isto está a consciência. Quando Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, propõe a questão 621, atinge o Codificador o fulcro mais profundo e iluminado do Espírito. 621 - Onde está escrita a lei de Deus?
A resposta é, talvez, a mais importante de toda a história de cada filho de Deus: “Na consciência.” A pergunta e a resposta evidenciam a suprema importância da consciência. O fato de sabermos que a Lei Divina nos é inerente, que faz parte de cada Espírito imortal é o toque luminoso do despertar da própria Lei Divina em nós, o que equivale dizer, do despertar do Espírito. Tudo o mais decorre dessa descoberta. Quando Jesus enunciou “sois deuses”, (Jo10:34) assinalou o futuro da raça humana. Essa certeza que o Espiritismo proporciona é a maior contribuição para a plenitude do ser.
O pensamento de Calderaro, instrutor de André Luiz, na obra, No Mundo Maior, resplandece: “O homem, para auxiliar o presente é obrigado a viver no futuro da raça.” (c.9) Jesus é o exemplo máximo, pois seu verbo é atemporal e permanece, ainda em nossos dias, aguardando que o ser humano desperte e alcance a mensagem universal que Ele legou para todos os tempos.
O Espiritismo, por sua vez, fala, igualmente,  adiante do tempo. Ao propor a questão 621, Kardec a faz com plena noção da resposta, pois a pergunta decorre, neste caso, não de desconhecimento ou dúvida, mas exatamente da certeza, visto que formulando-a ele demonstra a sabedoria que é apa - nágio de um Espírito avançadíssimo no conhecimento universal. Conceber a própria pergunta como prova isso. Pequenos somos nós, com nossos exíguos saberes. Entretanto, Espíritos de escol, como Allan Kardec, descem das grandezas espirituais, e, exatamente por serem superiores, abrem para nós as cortinas da Ciência do Infinito (LE introd. 13) e permitem que vislumbremos a vastidão cósmica que nos aguarda, no silêncio de Deus, a exprimir a magnificência de Suas Palavras inarticuladas. O despertar do Espírito, conforme os superiores conceitos de Joanna de Ângelis, (no livro de sua autoria espiritual intitulado O Despertar do Espírito) requer condições íntimas, a partir da própria carência que o ser humano identifique em si mesmo, levando-o a uma busca de respostas, de algo que preencha o vazio interior que o consome. Todavia, ainda ignoran - do o caminho para alcançar a paz, procura cercar-se de pessoas, de ruídos, de uma vida agitada e fútil, quando não envereda pela violência e agressividade, tentando assim resolver ou abafar seus conflitos interiores.
Só mais tarde, à custa de experiências amargas, descobrirá o que tanto almeja. “Viver é também uma experiência de morrer”, elucida a autora espiritual da obra que estamos analisando, “considerando-se a incessante transformação orgânica operada nas células e nos departamentos que conformam o corpo.” A noção da impermanência da vida física é fundamental para que ocorra a mudança de foco do sentido da vida, ao tempo em que o ser humano se reconheça como um Espírito imortal. “O redespertar para a beleza - prossegue Joanna -, deixando-se mimetizar pela sua contribuição de harmonia e de vida, somente é possível quando o Eu emerge e passa a comandar as atividades, tornando- -se a realidade dominante em todo o processo de transitoriedade .” (p.24) Oportuno ressaltar a palavra abalizada de Léon Denis, ao apresentar as necessidades irresistíveis do Espírito em evolução adiantada: necessidade de infinito, de justiça, de luz, necessidade de sondar todos os mistérios, de estancar a sede nos mananciais vivos e inexauríveis, cuja existência ele pressente; desejo de saber jamais satisfeito, sentimento do Belo e do Bem. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor) A importante contribuição que a Doutrina Espírita propicia, avulta, nesse momento, por mergulhar nos ainda insondáveis arcanos do ser imortal, fazendo emergir para a claridade da vida a certeza das suas próprias potencialidades, capacitando-o para a vitória sobre o passado sombrio. “O ser psicológico é alguém em constante transformação para melhor, porquanto o Eu real é de natureza eterna e deve ser descoberto quanto preservado, por constituir- -se a meta essencial da existência terrena” - ensina Joanna de Ângelis - e, complementando, esclarece que o indivíduo “possui, mesmo que inconscientemente, o germe do sentido ético da existência da terrena.” (p.29) Em cada reencarnação o Espírito capitaliza os conhecimentos adquiridos, o que vale dizer, são experiências novas que se lhe incorporam, abrindo, lentamente, espaço para o que a autora espiritual denomina de “encontro com a verdade, com a Vida no seu sentido mais profundo, com a iluminação, a libertação de todos os atavismos e complexidades perturbadoras.” Abordando a questão do superconsciente, a mentora afirma ser este a área nobre do ser e fulcro da inspiração divina e elucida, em luminosos conceitos : “Sede física da alma reencarnada, responde pelos sutis processos da transformação dos instintos em inteligência, e dessa em angelitude, passo que será conquistado mediante esforço pessoal e intuição espiritual dos objetivos mais significativos do transcurso existencial pelo corpo físico. O superconsciente é também conhecido como Inconsciente superior, de onde dimanam as funções parapsíquicas superiores assim como as energias espirituais. (...) Tendo na epífise ou pineal o veículo para as manifestações psíquicas superiores, mediante exercícios mentais e morais amplia a capacidade de registro do mundo ultra- -sensível, que se exterioriza através dos equipamentos de alta potência energética de que se constitui. Por outro lado, é o celeiro do futuro do ser, por estar em ligação com o Psiquismo Cósmico, do qual recebe forças específicas para o desenvolvimento intelecto-moral, da afetividade, das expressões sexuais encarregadas da perpetuação da espécie, do equilíbrio da hereditariedade, de outros fenômenos que afetarão o comportamento psicológico.” (p.110) (grifo meu) Sendo perfectível, incessante é a trajetória do Espírito que, a partir do despertar espiritual não mais se acomoda e vislumbrando o futuro que descortina aos poucos, inicia o processo de autorealização, descobrindo em si, gradativamente, as potencialidades latentes em seu mundo interior. A palavra final é da autora espiritual, Joanna de Ângelis, que magistralmente conclui: “Vencer as sombras densas para alcançar a luz imarcescível; libertar-se das doenças e dos transtornos psicológicos; alargar a percepção da realidade, saindo da estreiteza dos limites em que se encarcera; diluir as barreiras do pensamento pessimista em favor do idealismo altruísta - eis a saga esplendorosa que deve ser encetada por todos os seres humanos que nascem como princípio inteligente e atingem a glória solar em êxtase de auto-realização e paz.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: (Artigo inspirado no livro O Despertar do Espírito, psicografado por Divaldo Franco, de autoria do Espírito Joanna de Ângelis)

Suely Caldas Shubert

EVENGELIZAÇÃO

EVANGELIZAÇÃO: OBRIGAR OU NÃO?

Resposta: Temos ouvido alguns confrades afirmarem: “Eu não forço os meus filhos, para a evangelização espírita, porque eu sou liberal.” Ao que poderia ajuntar: “Porque não tenho força moral.” Se o filho está doente, ele o força a tomar remédios; se o filho não quer ir à escola, ele o força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na religião. Quando afirma: “Vou deixá-lo crescer, depois ele escolherá.” Para mim representa o mesmo que o deixar contaminar-se pelo tétano ou outra enfermidade, para depois aplicar o remédio, elucidando: “Você viu que não deve pisar em prego enferrujado? Agora, irei medicá-lo.” Ou tuberculoso, falar-lhe dos preceitos da higiene e da saúde.
Se nós damos a melhor alimentação, o melhor vestuário, o melhor colégio, dentro das nossas possibilidades, aos filhos, porque não lhes damos a melhor religião, que é aquela que já elegemos? Que os filhos, quando crescerem, larguem-na, que optem depois. Cumpre aos pais o dever de dar o que há de melhor. Se eles encontraram, no Espiritismo, a diretriz de libertação, eis o melhor para dar e não deixar a criança escolher, porque esta ainda não sabe discernir. Vamos orientá-los. Vamos “forçá-los”, entre aspas, motivando-os, levando-os, provando em casa, pelo nosso exemplo, que o Espiritismo é o que há de melhor. Não, como fazem muitos: obrigam os filhos irem à evangelização e, em casa, não mantém uma atitude espírita. É natural que os filhos recalcitrem, porque vêem que tal não adianta, pois que os pais são espíritas, mas em casa, decepcionam. Se, todavia, os pais são espíritas em casa, eles irão, felizes, às aulas de evangelização e de juventude, porque estão impregnados do exemplo.

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CONFLITOS FAMILIARES

Um dos mais graves problemas humanos está na dificuldade de convivência no lar. Pessoas que enfrentam desajustes físicos e psíquicos tem, não raro, uma história de incompatibilidade familiar, marcada por frequentes conflitos. Há quem resolva de forma sumária: o marido que desaparece, a esposa que pede divórcio, o filho que opta por morar distante. Alguns espíritas utilizam o conhecimento doutrinário para curiosas racionalizações: - Minha mulher é o meu carma: neurótica, agressiva, desequilibrada. Que fiz de errado, meu Deus, para merecer esse "trem"? - Só o Espiritismo para me fazer tolerar meu marido. Aguento hoje para me livrar depois. Se o deixar agora terei que voltar a seu lado em nova encarnação. Deus me livre! Resgatando meu débito não quero vê-lo nunca mais! Espíritos que se prejudicaram uns aos outros e que, não raro, foram inimigos ferozes, reencontram-se no reduto doméstico. Unidos não por afetividade, nem por afinidade, e sim por imperativos de reconciliação, no cumprimento das leis divinas, enfrentam inegáveis dificuldades para a harmonização, mesmo porque conservam, inconscientemente, a mágoa do passado. Daí as desavenças fáceis que conturbam a vida familiar. Naturalmente situações assim não interessam à nossa economia física e psíquica e acabam por nos desajustar. Importante considerar, todavia, que esses desencontros são decorrentes muito mais de nosso comportamento no presente do que dos compromissos do pretérito. Não seria razoável Deus nos reunir no lar para nos agredir e magoarmos uns aos outros. É incrível, mas somos ainda tão duros de coração, como dizia Jesus, que não conseguimos conviver pacificamente. Reunamos duas ou mais pessoas numa atividade qualquer e mais cedo ou mais tarde surgirão desentendimentos e desarmonia. Isso ocorre principalmente no lar, onde não há o verniz social e damos livre curso ao que somos, exercitando o mais conturbador de todos os sentimentos, que é a agressividade. Neste particular, o estilete mais pontiagudo, de efeito devastador, é o palavrão. Pronunciado sempre com entonação negativa, de desprezo, deboche ou cólera, é qual raio fulminante. Se o familiar agredido responde no mesmo diapasão, o que geralmente acontece, "explode" o ambiente, favorecendo a infiltração de forças das sombras. A partir daí tudo pode acontecer: gritos, troca de insultos, graves ofensas e até agressões físicas, sucedidos, invariavelmente, por estados depressivos que desembocam, geralmente, em males físicos e psíquicos. Se desejamos melhorar o ambiente doméstico, em favor da harmonização, o primeiro passo é inverter o processo de cobrança. Normalmente os membros de uma casa esperam demais dos outros, reclamando atenção, respeito, compreensão, tolerância . . . A moral cristã ensina que devemos cobrar tudo isso sim, e muito mais, mas de nós mesmos, porquanto nossa harmonia íntima depende não do que recebemos, mas do que damos. E, melhorando-nos, fatalmente estimularemos os familiares a fazer o mesmo. Todos aprendendo pelo exemplo, até o amor. Está demonstrado que crianças carentes de afeto tem muita dificuldade para amar. Será que estamos dando amor aos familiares? Não é fácil fazê-lo porque somos Espíritos muito imperfeitos. Mas foi para nos ajudar que Jesus esteve entre nós, ensinando-nos como conviver harmoniosamente com o semelhante, exercitando valores de humildade e sacrifício, marcados indelevelmente pela manjedoura e pela cruz.

• exerça severa vigilância sobre o que fala. Geralmente as desavenças no lar tem origem no destempero verbal;
• diante de familiares difíceis, não diga: "É minha cruz!" O único peso que carregamos, capaz de esmagar a alegria e o bom-ânimo, é o de nossa milenar rebeldia ante os sábios planos de Deus;
• elogie as virtudes do familiar, ainda que incipientes, e jamais critique seus defeitos. Como plantinhas tenras, tanto uns como outros crescem na proporção em que os alimentamos;
• evite, no lar, hábitos e atitudes não compatíveis com as normas de civilidade vigentes na vida social sem respeito pelos companheiros de jornada evolutiva fica difícil sustentar a harmonia doméstica;
• cultive o diálogo. Diz André Luiz que quando os companheiros de um lar perdem o gosto pela conversa, a afetividade logo deixa a família.

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